Quando
se tem facilidade para ganhar peso, ou uma condição de saúde específica, a
dieta e a reeducação alimentar são presença garantida nos desafios cotidianos
dessas pessoas.
Porque
desafios? Por que realmente controlar a boca, o estômago, o apetite, nem sempre
é tão fácil quanto se imagina.
Você
passa na padaria para comprar um queijinho branco, se depara com toda uma variedade
de guloseimas te chamando no mostrador, sempre muito sedutoras, com enfeites de
chocolate, canela, cerejas, cremes, enfim, levando a pensar: “por que não? ”, a
agir comprando aquele monte de delícias, um refrigerantezinho para acompanhar,
chega em casa e devora, nem lembrando mais do queijinho branco saudável.
No
outro dia, a culpa, o arrependimento, o resultado na balança. Como já engordou
mesmo, para que continuar em dieta? Já que tem aquela lata de leite condensado
ou aquele pedaço de bolo sobrando em casa... manda ver. Assim, um ciclo vicioso
de sentimentos ruins e guloseimas para “se sentir melhor” se instala na vida da
pessoa, tornando o emagrecer ou o controle de taxas algo muito difícil de se
conseguir, a cada bocada.
Sem
excluir a importância de se procurar um bom nutricionista, para auxiliar na organização
do que se vai comer no seu cotidiano, procurei algumas estratégias que a
terapia cognitivo comportamental nos oferece, para lidar com esses desafios,
esse ciclo vicioso:
Judith
Beck[1],
primeiramente defende que:
“...comer
não consiste em uma ação automática.
”
Ou
seja, se você acha que não tem controle sobre sua ação de comer, você pode
estar enganado. Segundo Judith, “você decide comer” e “você pode ter mais
controle sobre suas ações alimentares. ”
Olha
que notícia “péssima” e boa ao mesmo tempo! “Péssima” porque precisamos nos
responsabilizar pelo que estamos comendo e bebendo ultimamente. Boa, porque somos
capazes de controlar o que comemos.
Judith
vai além: “Talvez você não tenha consciência, mas sempre há um pensamento que
precede o ato de comer”. Sim gente! Temos pensamentos ditos “sabotadores” que
te “dão permissão” para seguir em frente e continuar comendo fora da sua dieta
ou educação alimentar.
É
aquele que vem na sua cabeça dizendo “só mais um quadradinho de chocolate” e
você não resiste e come a barra toda.
Judith
também diz que você começa uma argumentação interna, quando segue um plano
alimentar, e cria um “debate interno entre pensamentos sabotadores e
pensamentos funcionais” que “faz você se sentir tenso”. “A tensão é
desagradável. Muitas vezes, você tentará aliviar a tensão comendo. ”
Entretanto,
ela também diz:
“Da mesma forma que a decisão de comer
pode reduzir a tensão, a decisão de não comer também pode. ”
Se
pararmos para pensar, é só uma questão de “hábito de pensamento” para a
resolução de tensão interna, ou seja, se você sentir aquele desconforto antes
de comer alguma coisa, opte por não comer e fortaleça sua decisão de
resistir, pois, uma vez que se começa a resistir, vai se tornando mais simples resistir
da próxima vez, relata nossa especialista.
Então,
“bora” começar a identificar esses pensamentos sabotadores e lutar contra eles
com pensamentos funcionais? Vale tudo, criar um caderno de pensamentos, usar
aplicativo de anotar pensamento, falar o pensamento em voz alta, mas crie
formas de recusar essas guloseimas da padaria e seguir com seu queijinho branco
magro, que também pode ser delicioso.
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